13 de junho de 2026

Assim caminha a humanidade, por Izaías Almada

Produzida nos EUA, série procura mostrar como as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki criaram um beco sem saída para a humanidade.

Assim caminha a humanidade

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por Izaías Almada

       Centenas de países, bilhões de seres humanos espalhados por aí, culturas distintas, idiomas os mais variados, regimes políticos conflitantes, ideologias antagônicas, religiões diversas, grandes fortunas e grandes misérias. E se tudo isso acabar em 72 horas, por exemplo?

       Como? Que conversa fiada é essa, senhor colunista? Temos muito que fazer no dia a dia para ficarmos pensando no dia de amanhã…

       Será, caro leitor? Insisto: e se tudo acabar num piscar de olhos?

       Para que essa minha dúvida ganhe alguma consistência e possa, eventualmente, despertar a curiosidade dos leitores, tomo aqui a liberdade de sugerir que assistam na Netflix uma série documental intitulada “Ponto de Virada: a bomba e a guerra fria”.

       Produzida nos Estados Unidos da America, os nove episódios da série procuram mostrar, através de fatos e entrevistas com nomes de destaque da política internacional, como as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki em 1945, já no final da Segunda Mundial, criaram um beco sem saída para a humanidade.

       Procurando ser imparcial na colocação dos confrontos iniciados na chamada “Guerra Fria” dos anos 50, o documentário mostra russos e norte-americanos, seus presidentes e primeiros ministros em especial, encostados contra a parede para explicarem o porquê de agirem como agiram até os dias de hoje com ou sem o apoio de seus povos.

       Uma nova ordem mundial se estabeleceu com o final da Segunda Grande Guerra e provocou uma paranoia em Washington e Moscou.

       A partir de determinado fato, verdadeiro ou não, os governos dos EUA e da União Soviética, aumentavam o seu poder bélico na expectativa de serem atacados um pelo outro.

       Essa paranoia fez com que cada um desses países criasse um arsenal bélico com armas nucleares capaz de tornar o hemisfério norte numa espécie de Saara, sem falar – repito – na destruição de grande parte do nosso planetinha.

       Vez por outra os apresentadores do documentário, contudo, procuram chamar a atenção para os eventuais erros que pudessem ser cometidos de lado a lado, mas sempre deixando bem claro que tudo iria depender da luta travada contra o comunismo.

       A queda do muro de Berlim, a independência de países da Europa central ainda sob o poder da União Soviética, tudo parecia indicar que a chamada guerra fria poderia esquentar em um simples disparo de uma ogiva nuclear.

       Seria Putin, recém-eleito pela sexta vez consecutiva o supremo dirigente da Rússia, um dos homens mais ricos do mundo?

       Serão os dirigentes do neoliberalismo norte americano, todos os seus presidentes do pós-guerra, homens falsos que fazem um determinado discurso anticomunista, mas nos encontros com os dirigentes russos acertam os ponteiros da não intervenção?

       Se assim for, qual é a intenção desses dois países? Manter o mundo em suspense, numa espécie de chantagem por debaixo do pano?

       Vejam o documentário e tirem suas conclusões.

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

Izaias Almada

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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